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riscos_e_rabiscos

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Ainda acerca do Natal.

Não é novidade para ninguém que estamos todos a passar por momentos difíceis economicamente, uns mais do que outros é certo, e que isso nos tem feito repensar toda a nossa vida e sempre que temos de gastar alguns cêntimos, somos obrigados a pensar duas vezes.

 

Pois esta altura, a do Natal, tem por hábito ser uma época de grande consumismo, de gastarmos o que tínhamos e o que não tínhamos em presentes. Às vezes até havia uma espécie de despique para ver quem dava ou recebia o presente mais caro, Havia presentes até para o periquito da vizinha só porque sim.

 

Estamos numa Era em que o valor do Dinheiro se sobrepõe ao dos Valores Morais, ao contrário do que devia acontecer nesta altura Natalícia (e sempre!). Creio que o que mais importa, no fundo, é o Amor ao próximo, à Família, a Paz, a Saúde, a Harmonia e a Alegria, por mais que isto pareça um cliché.

 

Fazendo uma análise um pouco mais profunda, penso que este ano não me senti tão triste e deprimida no Natal porque não fui a única a não poder comprar presentes para ninguém. Não é que isto me traga algum contentamento, simplesmente não me senti a única que não o podia fazer. Penso que conseguem entender este sentimento.

 

Constatei também que, muitos de nós, mesmo sem presentes passámos um Natal feliz, rodeados daquilo que realmente importa: o Amor daqueles que nos amam e que nós amamos também. Parece que afinal os presentes, os bens materiais, só têm a importância que nós lhe quisermos dar. Talvez seja uma lição a aprender por todos nós daqui para a frente.